terça-feira, 19 de abril de 2011

O novo, de novo

Nos seus olhos, vejo a verdade brilhando
Mas sei que ela jamais sairá da sua boca
Já aprendi a ler sinais jogados no ar
Suas jogadas me dirão mais do que palavras

Nos teus medos, há uma cidade olhando
Seu ideal é perfeito mas pensará ser louca
Não esqueço dessa flor que se abriu ao luar
E suas palavras não passarão de ciladas

Aquele abraço, aquele calor e toda sintonia...
Não foram os mesmos do sempre que não aconteceu
Eu li o medo estampado na sua aura juvenil
Medo esse que espero não lhe atrasar...

Meu silêncio era tudo o que oferecer-lhe-ia...
Mas foram os medos do incrível dia que anoiteceu
que me fizeram proferir a pergunta infantil
cuja resposta ouso dizer que devo já portar...

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