quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Ás, dois e três
Apostar dinheiro, relógio, cigarros e isqueiros, carro, casa, calça e cueca e na pior das hipóteses, a própria mãe: o mundo dos jogos de azar chega a ser irônico. Existe um fator matemático que não é constante: a sorte. A de principiante vem por acaso, enquanto viciados dão a vida pela próxima carta, sucessivamente. Há quem considere o amor um jogo, praticado por pessoas ingênuas. Sendo assim, é fácil prever o que acontece quando se aposta a paixão e o amor em outra pessoa: independente de ser um jogo de azar, existem apenas dois cálculos: 50% de chance de ganho e (mais importante) 50% de perda. Se você já jogou, sabe como é decepcionante perder. Se ganhar também, quem garante que o prêmio não será posteriormente apostado? Se nunca jogou, não perde nada e não perderá, se estiver disposto a jogar sozinho. No jogo do amor, só vence quem aposta em si mesmo. Pra quem se ama, garanto 100% de sorte e prêmios interessantes o tempo todo. Blefe? Façam suas apostas...
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Untitled
"Cor de pêssego:
toco o corpo dela
quanto apego"
「桃色の
彼女の身体
なつかしい」
Esta é uma tentativa de fazer um "haiku" (ou haikai), um tipo de poesia de origem japonesa que valoriza a concisão e a objetividade. Ou seja, são os poemas mais curtos do mundo, segundo especialistas da área. Quanto às regras, não sigo, ou pelo menos não me preocupei quando escrevi este poema.
Neste, em especial, posso dizer que há erotismo, saudade, vontade, sonho ou qualquer sentimento/sensação em relação à mais bela obra viva deste mundo: o corpo das mulheres. É uma pequena homenagem minha à elas.
toco o corpo dela
quanto apego"
「桃色の
彼女の身体
なつかしい」
Esta é uma tentativa de fazer um "haiku" (ou haikai), um tipo de poesia de origem japonesa que valoriza a concisão e a objetividade. Ou seja, são os poemas mais curtos do mundo, segundo especialistas da área. Quanto às regras, não sigo, ou pelo menos não me preocupei quando escrevi este poema.
Neste, em especial, posso dizer que há erotismo, saudade, vontade, sonho ou qualquer sentimento/sensação em relação à mais bela obra viva deste mundo: o corpo das mulheres. É uma pequena homenagem minha à elas.
domingo, 8 de agosto de 2010
Brainwashing
Caros profissionais da área de propaganda e marketing: Não me levem a mal, mas estou aqui para expor algo medieval que vocês com certeza aplicam no seu trabalho.
Numa bela manhã ensolarada de domingo, liguei a TV depois de semanas sem tocar no controle remoto e me deparo com um novo comercial de certo carro de uma empresa alemã que há muito fabrica veículos em território nacional. Até aqui, totalmente normal, e não temos apenas esta companhia atuando no Brasil. O que me chamou a atenção foi uma nota de rodapé no decorrer do comercial, que denunciou no ato o tipo de público alvo: os jovens. Mas, que tipo de jovens?
Caros jovens da atualidade (ou futuros profissionais da nossa pátria): não tenho absolutamente nada contra a sua vontade de ser diferentes, emos ou gostarem de filmes e livros da tal saga "Crepúsculo". Nada mesmo. Mas o que utilizarei como argumento está bem nesta última opção.
De livros a filmes, as obras de Stephenie Meyer fazem muito sucesso entre os jovens e até certa parcela da população adulta na atualidade, que vou ignorar por enquanto. Não é difícil encontrar pessoas falando bem (ou mal também, gosto é gosto) dos livros ou dizendo que amaram o filme com o vampiro que passa gel de cabelo brilhante no rosto. Mas o fato é real, e Crepúsculo está na mente das pessoas, e isso dá brecha para os marketeiros se utilizarem de recursos do inconsciente humano.
A nota de rodapé do comercial da Volkswagen descrevia um recurso de segurança do automóvel como "sensor crepuscular". Caros leitores: qual é o objetivo de utilizar estas palavras para falar do "sensor de luminosidade", que aciona automaticamente os faróis quando o ambiente escurece? Será que é mais fácil entender crepúsculo do que saber o que é luminosidade?
Logo, acredito que a raça humana chegou a um nível em que a mercadoria já não deve ser comprada por consumidores pelo seu livre arbítrio, mas empurrada à eles através de lavagem cerebral, que é aplicada pelos manipuladores conforme a disponibilidade de contingente fácil de ser manipulado, resultando em lucro garantido através de trapaças. E isso não é necessariamente algo novo. Abusar dos menos favorecidos para subir ou permanecer no topo é costume medieval.
Numa bela manhã ensolarada de domingo, liguei a TV depois de semanas sem tocar no controle remoto e me deparo com um novo comercial de certo carro de uma empresa alemã que há muito fabrica veículos em território nacional. Até aqui, totalmente normal, e não temos apenas esta companhia atuando no Brasil. O que me chamou a atenção foi uma nota de rodapé no decorrer do comercial, que denunciou no ato o tipo de público alvo: os jovens. Mas, que tipo de jovens?
Caros jovens da atualidade (ou futuros profissionais da nossa pátria): não tenho absolutamente nada contra a sua vontade de ser diferentes, emos ou gostarem de filmes e livros da tal saga "Crepúsculo". Nada mesmo. Mas o que utilizarei como argumento está bem nesta última opção.
De livros a filmes, as obras de Stephenie Meyer fazem muito sucesso entre os jovens e até certa parcela da população adulta na atualidade, que vou ignorar por enquanto. Não é difícil encontrar pessoas falando bem (ou mal também, gosto é gosto) dos livros ou dizendo que amaram o filme com o vampiro que passa gel de cabelo brilhante no rosto. Mas o fato é real, e Crepúsculo está na mente das pessoas, e isso dá brecha para os marketeiros se utilizarem de recursos do inconsciente humano.
A nota de rodapé do comercial da Volkswagen descrevia um recurso de segurança do automóvel como "sensor crepuscular". Caros leitores: qual é o objetivo de utilizar estas palavras para falar do "sensor de luminosidade", que aciona automaticamente os faróis quando o ambiente escurece? Será que é mais fácil entender crepúsculo do que saber o que é luminosidade?
Logo, acredito que a raça humana chegou a um nível em que a mercadoria já não deve ser comprada por consumidores pelo seu livre arbítrio, mas empurrada à eles através de lavagem cerebral, que é aplicada pelos manipuladores conforme a disponibilidade de contingente fácil de ser manipulado, resultando em lucro garantido através de trapaças. E isso não é necessariamente algo novo. Abusar dos menos favorecidos para subir ou permanecer no topo é costume medieval.
sábado, 19 de junho de 2010
O círculo vicioso da vida moderna
Todos somos medíocres e hipócritas ao nos declararmos seres pensantes. Destruição da natureza é tudo o que sabemos fazer: nossos carros, celulares, TV's de plasma, computadores e boa parte do que nos rodeia são produtos da exploração acelerada dos recursos naturais. Pessoas defendem a preservação da natureza via anúncios na internet, o PETA vai contra o uso de casacos de pele em desfiles de moda. O Greenpeace aluga embarcações para protestar contra a caça às baleias. À partir do momento em que os recursos mencionados são utilizados, todos somos hipócritas: dependemos da destruição para amenizá-la. É um círculo vicioso, essa vida moderna. Há um preço a ser pago para que um prato de comida esteja sobre uma mesa, e esse preço é muito mais alto do que se possa imaginar.
É quase impossível pensarmos num mundo sem aqueles objetos, símbolos de conforto e comodidade. Na eras antigas da humanidade, nada era tão fácil de se ter. Os homens viviam em certa harmonia com a natureza, desconhecendo a necessidade de exploração em massa. Sedentarismo era sinônimo de morte, e não do conforto, como nos dias atuais. As pessoas dispunham de muito mais espírito de equipe e amor e carinho para dar. Hoje, crescemos vendo nossos pais (quando os temos) longe de casa, querendo o melhor para nossas vidas, trabalhando o dia todo para sustentar outro filho: o capitalismo. Logo, criamos uma imagem individualista, na qual temos tudo, queremos tudo e mais um pouco: passamos a tratar pessoas como posse também.
Apesar de termos inteligência suficiente para evoluir, estamos presos à uma realidade um tanto deturpada. Nunca estamos satisfeitos e/ou somos quem queríamos ser. A TV demonstra os amores perfeitos das novelas, as propagandas empurram em nossa direção a tecnologia que deveríamos comprar, as revistas nos fazem chorar com a beleza que não temos, mas que é possível de se obter se utilizarmos certo produto. Tudo isso nos leva à um desequilíbrio geral, de mente, corpo e espírito, pois se não estamos satisfeitos de um modo, somos forçados a acreditar que não estaremos nos outros. Criamos dependência emocional, tanto para com objetos quanto para com pessoas. Gostamos mesmo é da alegria de quando ganhamos um carro pra levar a namorada pra passear. Mas nos entristecemos quando perdemos um MP47569 ou temos o celular roubado. Com certeza, queremos morrer quando o(a) namorado(a) termina a relação. E ficamos dias, meses ou até anos lamentando a situação.
Tristeza é um estado de espírito. Tem muito mais a ver com o nosso interior do que com situações dramáticas em si, e aprendemos a nos entristecer com exemplos; logo, sofremos porque achamos que é assim que deve ser. Como nos sentimos quando um bebê nasce ou uma pessoa querida morre? Ficamos felizes e tristes, respectivamente, e só porque vimos pessoas o fazendo na nossa infância. No México, a situação se inverte: o nascimento de uma criança é lamentável, mas a morte de um grande amigo seria digna de uma festa do cabide com cerveja grátis. Hipocrisia? talvez, mas sempre julgamos conforme nossas conveniências.
Tudo é tão mais fácil hoje em dia. Só não é fácil acreditar num futuro promissor. Com tanta informação sobre a situação do mundo, a estupidez humana e a voracidade do capitalismo não estão nem sequer perto de acabar. Nós mesmos financiamos a destruição desse planeta e sabemos disso, pois queremos dinheiro para termos toda a matéria que possa ser adquirida. Seis bilhões de opiniões diferentes, mas apenas centenas de soluções para milhões de problemas. Não existe mais espírito de equipe, apenas competição. O amor e carinho de sobra agora são só para indivíduos seletos, palpáveis e visíveis. O conforto tem um custo e a destruição em massa da natureza é um bom negócio.
Enfim, se quiséssemos alcançar algum êxito na salvação do planeta, teríamos que nos desfazer de quase tudo o que temos hoje e passar por uma bela desintoxicação mental e cultural. Mas será que queremos utilizar lamparinas à noite, tomar banho gelado, lavar roupa manualmente, ir a pé até a casa da namorada, mandar cartas escritas à mão para a avó? É muito mais fácil nos escondermos atrás da comodidade e fazermos vista grossa para a realidade do que mudá-la. Todos somos hipócritas...
É quase impossível pensarmos num mundo sem aqueles objetos, símbolos de conforto e comodidade. Na eras antigas da humanidade, nada era tão fácil de se ter. Os homens viviam em certa harmonia com a natureza, desconhecendo a necessidade de exploração em massa. Sedentarismo era sinônimo de morte, e não do conforto, como nos dias atuais. As pessoas dispunham de muito mais espírito de equipe e amor e carinho para dar. Hoje, crescemos vendo nossos pais (quando os temos) longe de casa, querendo o melhor para nossas vidas, trabalhando o dia todo para sustentar outro filho: o capitalismo. Logo, criamos uma imagem individualista, na qual temos tudo, queremos tudo e mais um pouco: passamos a tratar pessoas como posse também.
Apesar de termos inteligência suficiente para evoluir, estamos presos à uma realidade um tanto deturpada. Nunca estamos satisfeitos e/ou somos quem queríamos ser. A TV demonstra os amores perfeitos das novelas, as propagandas empurram em nossa direção a tecnologia que deveríamos comprar, as revistas nos fazem chorar com a beleza que não temos, mas que é possível de se obter se utilizarmos certo produto. Tudo isso nos leva à um desequilíbrio geral, de mente, corpo e espírito, pois se não estamos satisfeitos de um modo, somos forçados a acreditar que não estaremos nos outros. Criamos dependência emocional, tanto para com objetos quanto para com pessoas. Gostamos mesmo é da alegria de quando ganhamos um carro pra levar a namorada pra passear. Mas nos entristecemos quando perdemos um MP47569 ou temos o celular roubado. Com certeza, queremos morrer quando o(a) namorado(a) termina a relação. E ficamos dias, meses ou até anos lamentando a situação.
Tristeza é um estado de espírito. Tem muito mais a ver com o nosso interior do que com situações dramáticas em si, e aprendemos a nos entristecer com exemplos; logo, sofremos porque achamos que é assim que deve ser. Como nos sentimos quando um bebê nasce ou uma pessoa querida morre? Ficamos felizes e tristes, respectivamente, e só porque vimos pessoas o fazendo na nossa infância. No México, a situação se inverte: o nascimento de uma criança é lamentável, mas a morte de um grande amigo seria digna de uma festa do cabide com cerveja grátis. Hipocrisia? talvez, mas sempre julgamos conforme nossas conveniências.
Tudo é tão mais fácil hoje em dia. Só não é fácil acreditar num futuro promissor. Com tanta informação sobre a situação do mundo, a estupidez humana e a voracidade do capitalismo não estão nem sequer perto de acabar. Nós mesmos financiamos a destruição desse planeta e sabemos disso, pois queremos dinheiro para termos toda a matéria que possa ser adquirida. Seis bilhões de opiniões diferentes, mas apenas centenas de soluções para milhões de problemas. Não existe mais espírito de equipe, apenas competição. O amor e carinho de sobra agora são só para indivíduos seletos, palpáveis e visíveis. O conforto tem um custo e a destruição em massa da natureza é um bom negócio.
Enfim, se quiséssemos alcançar algum êxito na salvação do planeta, teríamos que nos desfazer de quase tudo o que temos hoje e passar por uma bela desintoxicação mental e cultural. Mas será que queremos utilizar lamparinas à noite, tomar banho gelado, lavar roupa manualmente, ir a pé até a casa da namorada, mandar cartas escritas à mão para a avó? É muito mais fácil nos escondermos atrás da comodidade e fazermos vista grossa para a realidade do que mudá-la. Todos somos hipócritas...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
ensaio
Apaixonar-se por alguém não é, de jeito nenhum, algo errado. Mas acredito que o modo atual de levar a vida é bem diferente do de antigamente. Quem costuma assistir às novelas, acaba acreditando na existência daquele "mundo perfeito dos amores românticos", o qual penetra fundo nas retinas e cega a mente. Mas como é um assunto muito cultural, nem vou entrar no mérito da questão.
O ser humano vem, desde que este se conhece como um, repleto de desejos, sejam de sobrevivência, perpetuação da espécie ou simplesmente posse de algo. POSSE. Veja bem, "sentir dói muito" porque é um sentimento de desejo. Acho que amor mesmo não é "querer alguém pra si" e sim "querer o bem-estar e felicidade para alguém", mas este é o meu ponto de vista.
Logo, vem aquela coisa do ciúme: me sinto mil vezes melhor quando alguém quer me ver feliz do que quando alguém quer "cuidar" do que é deste.
Por fim, amar plenamente é difícil porque estamos numa época onde estar satisfeito com a própria imagem é quase impossível. O amor começa justamente com o próprio, mas vejam que a mídia nos faz pensar que não somos o que desejávamos ser. E quem não está satisfeito consigo mesmo não se ama, logo, dificilmente amará o próximo. Viverá uma mentira, diga-se de passagem.
O ser humano vem, desde que este se conhece como um, repleto de desejos, sejam de sobrevivência, perpetuação da espécie ou simplesmente posse de algo. POSSE. Veja bem, "sentir dói muito" porque é um sentimento de desejo. Acho que amor mesmo não é "querer alguém pra si" e sim "querer o bem-estar e felicidade para alguém", mas este é o meu ponto de vista.
Logo, vem aquela coisa do ciúme: me sinto mil vezes melhor quando alguém quer me ver feliz do que quando alguém quer "cuidar" do que é deste.
Por fim, amar plenamente é difícil porque estamos numa época onde estar satisfeito com a própria imagem é quase impossível. O amor começa justamente com o próprio, mas vejam que a mídia nos faz pensar que não somos o que desejávamos ser. E quem não está satisfeito consigo mesmo não se ama, logo, dificilmente amará o próximo. Viverá uma mentira, diga-se de passagem.
sábado, 5 de junho de 2010
Nada me atrai mais em uma mulher que conhecimento. Mas não é o conhecimento de meros livros, revistas e afins. Conhecimento da verdade. Saber quem ela realmente é me fascina. Mulheres que não se deixam levar pelas modas e belezas impostas por meros meios de comunicação. Pois roupas não passam de meros acessórios, símbolos do consumismo descontrolado; beleza não tem chance contra a gravidade, e todos sabemos com o que se parece um rosto que se rende ao botox.
É da natureza feminina essa vontade de se produzir, parecer linda para o parceiro. Eu não sou contra isso, muito pelo contrário: é uma boa oportunidade de praticar a autoestima. Nesses tempos em que ser bela apenas não basta, é preciso ser "perfeita". Por que perfeita? Porque nos vemos o tempo todo cercados pelo apelo da beleza, estampados em páginas ou veiculando via televisão. A mulher que tem potencial de me conquistar por completo talvez nem tenha uma TV em casa.
A beleza feminina que tanto procuro está além de tudo isso, está aonde nós, por estarmos acostumados à essa vida onde a imagem é o que dita regras, esquecemos a definição de satisfação própria. E não falo sobre conhecimento superficial, de coisas que aparecem em jornais e outros meios; é conhecimento essencial, de vida. Estudar sobre tudo torna-se uma riqueza tão grande que só é possível multiplicá-la; não se perde ao ser passada para o próximo. Outro tipo de conhecimento que admiro é o conhecimento via experiência de vida: o famoso "beber, cair e levantar". Qualquer que seja seu modo de vida, recatado ou libertino, boêmio ou vespertino, saudável ou não. Se não lhe agrada beber sedentamente um livro, viva. Aprenda na prática, jogue-se no mundo, descubra, faça besteiras, pratique a bondade. Mas o mais importante: ame-se. Não há forma correta de amar a si mesma, mas é impossível ser amada sem o amor próprio. E que seja dito: fidelidade é complementar à lealdade, que é o que conta. Portanto, não sufoque seu parceiro, pretendendo cuidar como se fosse um objeto. limitar o próximo é limitar a si mesma.
Seja livre pra amar-se; o ser livre encontra paz ao compartilhar e expandir a liberdade com quem se ama.
É da natureza feminina essa vontade de se produzir, parecer linda para o parceiro. Eu não sou contra isso, muito pelo contrário: é uma boa oportunidade de praticar a autoestima. Nesses tempos em que ser bela apenas não basta, é preciso ser "perfeita". Por que perfeita? Porque nos vemos o tempo todo cercados pelo apelo da beleza, estampados em páginas ou veiculando via televisão. A mulher que tem potencial de me conquistar por completo talvez nem tenha uma TV em casa.
A beleza feminina que tanto procuro está além de tudo isso, está aonde nós, por estarmos acostumados à essa vida onde a imagem é o que dita regras, esquecemos a definição de satisfação própria. E não falo sobre conhecimento superficial, de coisas que aparecem em jornais e outros meios; é conhecimento essencial, de vida. Estudar sobre tudo torna-se uma riqueza tão grande que só é possível multiplicá-la; não se perde ao ser passada para o próximo. Outro tipo de conhecimento que admiro é o conhecimento via experiência de vida: o famoso "beber, cair e levantar". Qualquer que seja seu modo de vida, recatado ou libertino, boêmio ou vespertino, saudável ou não. Se não lhe agrada beber sedentamente um livro, viva. Aprenda na prática, jogue-se no mundo, descubra, faça besteiras, pratique a bondade. Mas o mais importante: ame-se. Não há forma correta de amar a si mesma, mas é impossível ser amada sem o amor próprio. E que seja dito: fidelidade é complementar à lealdade, que é o que conta. Portanto, não sufoque seu parceiro, pretendendo cuidar como se fosse um objeto. limitar o próximo é limitar a si mesma.
Seja livre pra amar-se; o ser livre encontra paz ao compartilhar e expandir a liberdade com quem se ama.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Quero me despir de tudo
da solidão inexistente
da tristeza só minha
do falso fardo em minhas costas
Quero me despir completamente
da máscara brilhante e suja por dentro
do desgosto das mentiras
dos desejos socialmente materiais
Quero mostrar a nudez do meu ser
a verdade que lhe machuca os ouvidos
a fragilidade com que coexisto
peito aberto para o inimigo
Quero praticar só o meu ser
semear a bondade
colher felicidade
finalmente me deitar em paz.
da solidão inexistente
da tristeza só minha
do falso fardo em minhas costas
Quero me despir completamente
da máscara brilhante e suja por dentro
do desgosto das mentiras
dos desejos socialmente materiais
Quero mostrar a nudez do meu ser
a verdade que lhe machuca os ouvidos
a fragilidade com que coexisto
peito aberto para o inimigo
Quero praticar só o meu ser
semear a bondade
colher felicidade
finalmente me deitar em paz.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Quinta feira
Pois desconfio que já estou craque na arte de me isolar em casa aos feriados, sejam longos ou não. Não há o que fazer, nem pra onde ir; sem dinheiro para gastar e trabalho para realizar. Me restam o computador e os livros.
Dias livres são ótimas oportunidades pra aprender a conviver comigo mesmo. No começo era um tanto vazio e com uma pitada de solidão... Mas depois percebi que estar no meio de pessoas não significa que a tristeza não existe ali. Sendo assim, aprendi a não perder tempo com isso. E pouco a pouco vou me aproximando de uma das metas de vida mais difíceis de se conseguir: felicidade plena.
"Só existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada. Um se chama ontem e o outro amanhã." Sua Santidade o Dalai Lama
Dias livres são ótimas oportunidades pra aprender a conviver comigo mesmo. No começo era um tanto vazio e com uma pitada de solidão... Mas depois percebi que estar no meio de pessoas não significa que a tristeza não existe ali. Sendo assim, aprendi a não perder tempo com isso. E pouco a pouco vou me aproximando de uma das metas de vida mais difíceis de se conseguir: felicidade plena.
"Só existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada. Um se chama ontem e o outro amanhã." Sua Santidade o Dalai Lama
sábado, 29 de maio de 2010
Freedom
Now I am what you don't want
I was your goodbye when was the time
Was the distance beyond the seas
the lagged voice through the phone
Now I'm what you don't want
The loud words from a bitter mouth
The necklace hidden under your jewels
a past not so far back your memories
And you are what I don't want
Your tears dropping down in the airport
The will of stone in my soul
flesh desires trampling my blood
And you are what I don't want
the message coming in that day
memories no longer changeable
The love that washed my soul forever.
I was your goodbye when was the time
Was the distance beyond the seas
the lagged voice through the phone
Now I'm what you don't want
The loud words from a bitter mouth
The necklace hidden under your jewels
a past not so far back your memories
And you are what I don't want
Your tears dropping down in the airport
The will of stone in my soul
flesh desires trampling my blood
And you are what I don't want
the message coming in that day
memories no longer changeable
The love that washed my soul forever.
A Cloudy fate
Born to please, every simple need
I stand alone in my thoughts indeed
Hate you
For ever making me
I'm in you, I'm your anything
And I want you
And I need you
And all you are is brand new
And I need you
Come to me, let me hold you still
I'm so tired, just as tired as you
Take me for anyone but me
All that you feel is never true
And I want you
And I need you
And all you are is brand new
And I need you
When you say that you are
Forever my star
I'll never let you go, no, no
I'll never let you know
Let roar these fears
To the whore of my tears
Pure as a lie, I pour to your eyes
Suck you like the sap from a tree
Honey from the dew, from the bumblebees, yeah yeah
And I- want you
And I- need you
And all you are is brand new
And I- need you
When you say that you are
Forever my star
I'll never let you go, no, no
I'll never let you know
And I want you
And I need you
And all you are is brand new
And I need you
Smashing Pumpkins - Set the ray to Jerry
I stand alone in my thoughts indeed
Hate you
For ever making me
I'm in you, I'm your anything
And I want you
And I need you
And all you are is brand new
And I need you
Come to me, let me hold you still
I'm so tired, just as tired as you
Take me for anyone but me
All that you feel is never true
And I want you
And I need you
And all you are is brand new
And I need you
When you say that you are
Forever my star
I'll never let you go, no, no
I'll never let you know
Let roar these fears
To the whore of my tears
Pure as a lie, I pour to your eyes
Suck you like the sap from a tree
Honey from the dew, from the bumblebees, yeah yeah
And I- want you
And I- need you
And all you are is brand new
And I- need you
When you say that you are
Forever my star
I'll never let you go, no, no
I'll never let you know
And I want you
And I need you
And all you are is brand new
And I need you
Smashing Pumpkins - Set the ray to Jerry
Noite de sexta-feira regada levemente com Jack Daniels e sabor de cigarro, justamente como cerveja e vida. Bebida e fumaça fazem mal à saúde sim. Alguém vai viver mais de uma centena de anos? Tô é pouco me lixando pra isso. Se ele existe, queira Deus me poupar de viver por muito tempo entre pedaços de bife famintos por amor carnal e dinheiro, porém pobres em vitamina espiritual.
E mais uma vez, esperança e expectativa são os maiores venenos pra alma: esperar por algo e no fim não dar certo magoa, e muito. Essa dor, que remédio nenhum anestesia ou cura, penetra fundo e pode viciar, em alguns casos.
Se não bastasse, às vezes tenho vontade de voltar ao passado, quando amigos sempre estavam juntos e ninguém se sentia sozinho. Hoje, de leve me sinto deslocado entre eles. Escassez de tempo e outras razões que estou tentando aceitar que são reais e chegaram para nós todos.
Acho que cansei. Acho que tá na hora de sobreviver sozinho na selva de pedra com seu céu mau-humorado e cinza. Hora de perder mais um pouco do nada que já tinha. É hora de ter mais do "nada a perder": envelhecer e me despir das possibilidades, amizades, vontades. Eu comigo mesmo vai dar uma briga boa. Sou o único que vai me acompanhar pelo resto da vida.
E mais uma vez, esperança e expectativa são os maiores venenos pra alma: esperar por algo e no fim não dar certo magoa, e muito. Essa dor, que remédio nenhum anestesia ou cura, penetra fundo e pode viciar, em alguns casos.
Se não bastasse, às vezes tenho vontade de voltar ao passado, quando amigos sempre estavam juntos e ninguém se sentia sozinho. Hoje, de leve me sinto deslocado entre eles. Escassez de tempo e outras razões que estou tentando aceitar que são reais e chegaram para nós todos.
Acho que cansei. Acho que tá na hora de sobreviver sozinho na selva de pedra com seu céu mau-humorado e cinza. Hora de perder mais um pouco do nada que já tinha. É hora de ter mais do "nada a perder": envelhecer e me despir das possibilidades, amizades, vontades. Eu comigo mesmo vai dar uma briga boa. Sou o único que vai me acompanhar pelo resto da vida.
domingo, 23 de maio de 2010
A arte da guerra
A vida (ou guerra, como queira denominá-la) começa cedo, quando estamos dentro do ventre e protegidos apenas pela força sutil e ágil das mulheres. São quarenta semanas mostrando o quanto esse poder da vida pode ser misterioso e fascinante, pra quem está por fora e quem faz parte do espetáculo. As mulheres são o alfa da vida.
Primeiro, a batalha da mulher, que sofre a dor do parto para dar a luz; nesse momento começa a batalha da vida do mais novo soldado. Viemos ao mundo desprovidos de armas, escudos e armaduras. A única proteção que conta nesse momento é o corpo delas.
Às vezes somos cuidados com esmero, muito amor e carinho. Noutras, a linha de frente não nos perdoa; falta mãe, família, alimento e principalmente compreensão. Quando os soldados dessa linha têm sorte, são resgatados por outras famílias que felizmente podem oferecer abrigo e proteção, já oferecendo a principal necessidade mesmo não tendo o mesmo sangue correndo pelas veias. Gostaria que esse milagre acontecesse para todos os soldados aos quais a vida é negada pela falta de sorte.
E assim, a guerra continua. Crescemos, aprendemos a batalhar caindo de árvores e esfolando os joelhos no asfalto, esconde-esconde nas casas abandonadas e terrenos baldios, atirando em pombas com estilingues e passando por interrogatórios severos com os pais quando chegamos imundos ao quartel.
Logo, não somos mais os soldados de papel do começo. Objetivos são outros e surge o senso de organização da tropa, que será formada pelos outros soldados da escola. Esta, nos prepara para o resto da vida, mas ninguém, nem os tutores, nos diz até quando a batalha perdurará. Mas temos nossos amigos, nossa tropa; sempre achamos que sobreviveremos e estaremos juntos até o fim. Porém, nessa época da vida, ainda não há como batalhar só; sabemos disso e insistimos em discordar das ordens dos pais, travando batalhas psicológicas e intermináveis para obter permissão de saída na sexta à noite, com retorno no "horário que eu quiser".
Pouco antes da verdadeira batalha, todos nós nos deparamos com novas estratégias: dessa vez - devido à tão esperada maioridade - não há mais a proteção dos pais. Alguns têm sorte e continuam o objetivo do estudo, tornando-se "generais"; outros, por vontade própria ou mesmo infortúnio, continuam como simples soldados. Para os bons, a diferença não importa, mas costumamos ver as outras tropas se desfazendo conforme o tempo passa. Mas com a nossa, não vai acontecer. Ou pelo menos não pensamos nisso como uma possibilidade, ainda que remota.
Dia após dia. Ano após ano e uma década (ou algumas) se passa. E vemos que a nossa tropa mudou. As pessoas são as mesmas, as piadas e bebedeiras também. Intensidade, frequência, contingente. O essencial mudou com certa nitidez. Custa muito aceitar os fatos logo de cara. Sim, começamos a perder nossos soldados na guerra da vida. Alguns não comparecem pois foram batalhar em outros campos, outros, mudaram de tropa. Alguns arrumaram o alfa de outra vida. E assim tentamos, às vezes frustrantemente, repor os desfalques. Talvez a expectativa alimentada pela nossa vontade de pedra de que tudo o que tínhamos antes nunca fosse se desfazer nos faça recusar as mudanças. Bombas que carregamos também explodem perto de nós. E parecem causar mais estrago que as dos outros.
Nesse momento, aprendemos que devemos aprender a sobreviver na selva capitalista lá fora sozinhos. Não há como depender dos membros do grupo, estes também possuem o livre arbítrio: são livres pra batalhar onde, quando e com quem quiserem. O problema é: como seguir em frente quando não há mais ninguém (além de nossos pais, que podem estar presentes em vida ou não mais) em quem confiamos para nos ajudar, acompanhar ou simplesmente compreender? Sim, é o início de outra vida (ou guerra, como queira denominá-la) mas sem cartas na manga.
Observar os outros sobrevivendo sozinhos pode ser um grande primeiro passo para a nossa própria sobrevivência. E sempre nos deparamos com nossos amigos, membros da tropa fazendo o mesmo. Creio que possa se traduzir em "amor de amigo" a vontade que temos de poder ajudá-los naquelas situações nas quais quem está de fora enxerga melhor. Porque vemos que muitos "somem" da vida cedo, aventurando-se em necessidades fisiológicas e emocionais que às vezes são difíceis de compreender. Abandonam a família, amigos, sonhos, estudos de uma hora pra outra pra se dedicarem ao "amor". Só quem faz isso deveria entender o por quê da situação; quem fica de fora, acha que sabe que poderia ser melhor de outra forma. Reclusão. Tempo é curto e precioso demais.
De modo algum essa dedicação ao par é errada. Mas com pouca idade, pouca gente sabe guerrear. Dedicam-se exclusivamente ao próximo, mas esquecem que têm que aprender a sobreviver sozinhas. É isso o que acho a mais fascinante das capacidades do ser humano: viver em função do próximo, esquecendo de si mesmos.
O tempo passa, não perdoa ninguém. Nascemos, crescemos, atingimos o topo do desenvolvimento e corremos em direção à velhice. Quando somos novos, podemos tudo, temos saúde e disposição de sobra. E é bem nessa hora que vemos nossos parceiros caindo em certas ciladas, - que custarão caro para eles posteriormente - das quais prefiro não protegê-los pois cedo ou tarde eles aprenderão algo com as mesmas. Após certa idade, tudo fica mais cansativo e custoso. E quando acontece de alguém "abandonar" ou "ser abandonado" na guerra, essas pessoas começam a correr atrás do prejuízo. Querem fazer tudo como se tivessem ainda dezoito anos. Quão grande é a frustração de saber que não se aguenta mais beber até o sol raiar, jogar futebol e videogame como antigamente. E o pior: os amigos que foram "abandonados" pelo mais novo abandonado também não estão mais disponíveis como nos bons tempos. Deve ser uma sensação de perda muito grande e o mais caro, sem dúvida, foi o tempo, que lhe tomou a jovialidade, vitalidade e lhe pôs inegáveis rugas no rosto.
Mesmo assim, os bons amigos perdoam. Nunca é tarde pra retornar ao batalhão, nem para o resto de tempo que sobra para todos na guerra. Portanto devemos sim, aprender a sobre(viver): caindo, levantando, chorando, gritando, levando socos no estômago, decepcionando pessoas e se decepcionando com outras, amando (ou achando que estamos), sofrendo, acertando e errando. Nunca sabemos se algo vai de fato dar certo ou não se não houver a coragem pra tentar o primeiro passo. Claramente, alcançar o sucesso depende do primeiro passo, e isso vale para qualquer que seja a situação. Bem na foto ou não, com ou sem filhos (os novos soldados), há algo inexplicável para essa aceitação da amizade. Há como encontrar felicidade na guerra, basta viver. Essa eufórica batalha da vida não acaba até chegarmos ao fim dela.
Primeiro, a batalha da mulher, que sofre a dor do parto para dar a luz; nesse momento começa a batalha da vida do mais novo soldado. Viemos ao mundo desprovidos de armas, escudos e armaduras. A única proteção que conta nesse momento é o corpo delas.
Às vezes somos cuidados com esmero, muito amor e carinho. Noutras, a linha de frente não nos perdoa; falta mãe, família, alimento e principalmente compreensão. Quando os soldados dessa linha têm sorte, são resgatados por outras famílias que felizmente podem oferecer abrigo e proteção, já oferecendo a principal necessidade mesmo não tendo o mesmo sangue correndo pelas veias. Gostaria que esse milagre acontecesse para todos os soldados aos quais a vida é negada pela falta de sorte.
E assim, a guerra continua. Crescemos, aprendemos a batalhar caindo de árvores e esfolando os joelhos no asfalto, esconde-esconde nas casas abandonadas e terrenos baldios, atirando em pombas com estilingues e passando por interrogatórios severos com os pais quando chegamos imundos ao quartel.
Logo, não somos mais os soldados de papel do começo. Objetivos são outros e surge o senso de organização da tropa, que será formada pelos outros soldados da escola. Esta, nos prepara para o resto da vida, mas ninguém, nem os tutores, nos diz até quando a batalha perdurará. Mas temos nossos amigos, nossa tropa; sempre achamos que sobreviveremos e estaremos juntos até o fim. Porém, nessa época da vida, ainda não há como batalhar só; sabemos disso e insistimos em discordar das ordens dos pais, travando batalhas psicológicas e intermináveis para obter permissão de saída na sexta à noite, com retorno no "horário que eu quiser".
Pouco antes da verdadeira batalha, todos nós nos deparamos com novas estratégias: dessa vez - devido à tão esperada maioridade - não há mais a proteção dos pais. Alguns têm sorte e continuam o objetivo do estudo, tornando-se "generais"; outros, por vontade própria ou mesmo infortúnio, continuam como simples soldados. Para os bons, a diferença não importa, mas costumamos ver as outras tropas se desfazendo conforme o tempo passa. Mas com a nossa, não vai acontecer. Ou pelo menos não pensamos nisso como uma possibilidade, ainda que remota.
Dia após dia. Ano após ano e uma década (ou algumas) se passa. E vemos que a nossa tropa mudou. As pessoas são as mesmas, as piadas e bebedeiras também. Intensidade, frequência, contingente. O essencial mudou com certa nitidez. Custa muito aceitar os fatos logo de cara. Sim, começamos a perder nossos soldados na guerra da vida. Alguns não comparecem pois foram batalhar em outros campos, outros, mudaram de tropa. Alguns arrumaram o alfa de outra vida. E assim tentamos, às vezes frustrantemente, repor os desfalques. Talvez a expectativa alimentada pela nossa vontade de pedra de que tudo o que tínhamos antes nunca fosse se desfazer nos faça recusar as mudanças. Bombas que carregamos também explodem perto de nós. E parecem causar mais estrago que as dos outros.
Nesse momento, aprendemos que devemos aprender a sobreviver na selva capitalista lá fora sozinhos. Não há como depender dos membros do grupo, estes também possuem o livre arbítrio: são livres pra batalhar onde, quando e com quem quiserem. O problema é: como seguir em frente quando não há mais ninguém (além de nossos pais, que podem estar presentes em vida ou não mais) em quem confiamos para nos ajudar, acompanhar ou simplesmente compreender? Sim, é o início de outra vida (ou guerra, como queira denominá-la) mas sem cartas na manga.
Observar os outros sobrevivendo sozinhos pode ser um grande primeiro passo para a nossa própria sobrevivência. E sempre nos deparamos com nossos amigos, membros da tropa fazendo o mesmo. Creio que possa se traduzir em "amor de amigo" a vontade que temos de poder ajudá-los naquelas situações nas quais quem está de fora enxerga melhor. Porque vemos que muitos "somem" da vida cedo, aventurando-se em necessidades fisiológicas e emocionais que às vezes são difíceis de compreender. Abandonam a família, amigos, sonhos, estudos de uma hora pra outra pra se dedicarem ao "amor". Só quem faz isso deveria entender o por quê da situação; quem fica de fora, acha que sabe que poderia ser melhor de outra forma. Reclusão. Tempo é curto e precioso demais.
De modo algum essa dedicação ao par é errada. Mas com pouca idade, pouca gente sabe guerrear. Dedicam-se exclusivamente ao próximo, mas esquecem que têm que aprender a sobreviver sozinhas. É isso o que acho a mais fascinante das capacidades do ser humano: viver em função do próximo, esquecendo de si mesmos.
O tempo passa, não perdoa ninguém. Nascemos, crescemos, atingimos o topo do desenvolvimento e corremos em direção à velhice. Quando somos novos, podemos tudo, temos saúde e disposição de sobra. E é bem nessa hora que vemos nossos parceiros caindo em certas ciladas, - que custarão caro para eles posteriormente - das quais prefiro não protegê-los pois cedo ou tarde eles aprenderão algo com as mesmas. Após certa idade, tudo fica mais cansativo e custoso. E quando acontece de alguém "abandonar" ou "ser abandonado" na guerra, essas pessoas começam a correr atrás do prejuízo. Querem fazer tudo como se tivessem ainda dezoito anos. Quão grande é a frustração de saber que não se aguenta mais beber até o sol raiar, jogar futebol e videogame como antigamente. E o pior: os amigos que foram "abandonados" pelo mais novo abandonado também não estão mais disponíveis como nos bons tempos. Deve ser uma sensação de perda muito grande e o mais caro, sem dúvida, foi o tempo, que lhe tomou a jovialidade, vitalidade e lhe pôs inegáveis rugas no rosto.
Mesmo assim, os bons amigos perdoam. Nunca é tarde pra retornar ao batalhão, nem para o resto de tempo que sobra para todos na guerra. Portanto devemos sim, aprender a sobre(viver): caindo, levantando, chorando, gritando, levando socos no estômago, decepcionando pessoas e se decepcionando com outras, amando (ou achando que estamos), sofrendo, acertando e errando. Nunca sabemos se algo vai de fato dar certo ou não se não houver a coragem pra tentar o primeiro passo. Claramente, alcançar o sucesso depende do primeiro passo, e isso vale para qualquer que seja a situação. Bem na foto ou não, com ou sem filhos (os novos soldados), há algo inexplicável para essa aceitação da amizade. Há como encontrar felicidade na guerra, basta viver. Essa eufórica batalha da vida não acaba até chegarmos ao fim dela.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Insomniacid
Zippo aceso. Vento cortante e gelado lá fora. Três da manhã. Jack Daniels e Lucky Strike. Euforia. Melancolia. Ressentido sentimental. Perseverança infundada.
Não tenho mais dezesseis anos; ainda assim, me vejo coberto por intermináveis dúvidas e vontades. Às vezes, o aprendizado que vem com o tempo se parece muito com um ciclo, onde a lição é a mesma mas o desafio é outro. Poucos têm paciência; alguns a conhecem. Praticá-la é o desafio.
Não corremos contra o tempo e milagre algum nos levará à eternidade carnal. De tudo que se possa imaginar e se possuir, o tempo é o bem mais valioso. Quando se trabalha por dinheiro, não é só esforço físico e mental que estamos oferecendo em troca. Oferecemos nosso bem mais valioso por simples notas de papel.
Muito tempo se perde ao tentarmos agir conforme a vontade alheia. Os pais, sábios tutores que carregam as marcas do tempo e experiência de vida, costumam exigir dos filhos a escolha do caminho certo. É imposta uma pressão psicológica que no começo parece inofensiva, mas pode dar um rumo totalmente diferente à vida do cidadão.
Todos somos livres por natureza. A escolha do que é certo ou errado é também uma liberdade de quem decide. Para cada ação existe uma reação. Os pais que protegem à todo custo os filhos dos efeitos desconhecidos de escolhas duvidosas renegam o direito de liberdade de escolha dos mesmos. Evitar prejuízo é necessário, mas aprender a lidar com reações é muito mais valioso que qualquer sucesso garantido. Frustrações tendem a permanecer com as pessoas por longos períodos. Porém, estas fazem parte do processo da vida e podem servir de exemplo para o próximo. Ainda assim, não deveriam ser desculpas para evitar que o próximo falhe. Quem não conhece a dor, a derrota e a liberdade própria, não saberá lidar com, quando se encontrar diante das mesmas. A vida é muito pra ser apenas uma data numa lápide.
Não tenho mais dezesseis anos; ainda assim, me vejo coberto por intermináveis dúvidas e vontades. Às vezes, o aprendizado que vem com o tempo se parece muito com um ciclo, onde a lição é a mesma mas o desafio é outro. Poucos têm paciência; alguns a conhecem. Praticá-la é o desafio.
Não corremos contra o tempo e milagre algum nos levará à eternidade carnal. De tudo que se possa imaginar e se possuir, o tempo é o bem mais valioso. Quando se trabalha por dinheiro, não é só esforço físico e mental que estamos oferecendo em troca. Oferecemos nosso bem mais valioso por simples notas de papel.
Muito tempo se perde ao tentarmos agir conforme a vontade alheia. Os pais, sábios tutores que carregam as marcas do tempo e experiência de vida, costumam exigir dos filhos a escolha do caminho certo. É imposta uma pressão psicológica que no começo parece inofensiva, mas pode dar um rumo totalmente diferente à vida do cidadão.
Todos somos livres por natureza. A escolha do que é certo ou errado é também uma liberdade de quem decide. Para cada ação existe uma reação. Os pais que protegem à todo custo os filhos dos efeitos desconhecidos de escolhas duvidosas renegam o direito de liberdade de escolha dos mesmos. Evitar prejuízo é necessário, mas aprender a lidar com reações é muito mais valioso que qualquer sucesso garantido. Frustrações tendem a permanecer com as pessoas por longos períodos. Porém, estas fazem parte do processo da vida e podem servir de exemplo para o próximo. Ainda assim, não deveriam ser desculpas para evitar que o próximo falhe. Quem não conhece a dor, a derrota e a liberdade própria, não saberá lidar com, quando se encontrar diante das mesmas. A vida é muito pra ser apenas uma data numa lápide.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Tristessa
I wake up everyday staring at the sun
have nowhere to go and noone nearby to talk
sitting down the sideboard with no fun
sadly settled loose path is all i've got to walk
from time to time i've suffered what i feel
but everytime it seems to not work out
losing time, broken loves, feeling more real
losing head, it's useless when i shout
do i have to live it through this way?
do i have to accept everything is bound to be gone?
do i have to cry and beg you to stay?
do i have to believe that i really could be someone?
old books and new thoughts lost in the maze
stepping on the burnt grass of a far lost land
from all the choices there's one I have to chase
I'd feel better if i had someone to lend me a hand
When i realised we all have grown up fast
everyone set their way towards tomorrow
some win, some still try, some will last
either way, all might taste a bitter sorrow
the nude truth is sometimes hard to swallow
but it's the only way to make it right
deeply hidden lies will always stay shallow
behind all darkness there's always a light
have nowhere to go and noone nearby to talk
sitting down the sideboard with no fun
sadly settled loose path is all i've got to walk
from time to time i've suffered what i feel
but everytime it seems to not work out
losing time, broken loves, feeling more real
losing head, it's useless when i shout
do i have to live it through this way?
do i have to accept everything is bound to be gone?
do i have to cry and beg you to stay?
do i have to believe that i really could be someone?
old books and new thoughts lost in the maze
stepping on the burnt grass of a far lost land
from all the choices there's one I have to chase
I'd feel better if i had someone to lend me a hand
When i realised we all have grown up fast
everyone set their way towards tomorrow
some win, some still try, some will last
either way, all might taste a bitter sorrow
the nude truth is sometimes hard to swallow
but it's the only way to make it right
deeply hidden lies will always stay shallow
behind all darkness there's always a light
domingo, 4 de abril de 2010
Sereno
Óh, risonha, branca e nua Lua
de luz me torna sóbria a noite vazia
desastrosa dúvida me responderia
minha companhia hoje é só tua
que faço, óh real lenda
dou ouvidos à loucura ou me faço desfeito
de escórias e migalhas que carregam meu peito
para o pasto, uma oferenda
notas roucas do meu violão se diluem
no silêncio que tu trazes em seu sereno
a água e fogo foi forjado seio moreno
das marcas sôfregas, lembranças afluem
vá adiante, saudosa estrela
de luz o horizonte da manhã se banha
dormes tão sutilmente que nem se estranha
mais tarde volto para vê-la.
de luz me torna sóbria a noite vazia
desastrosa dúvida me responderia
minha companhia hoje é só tua
que faço, óh real lenda
dou ouvidos à loucura ou me faço desfeito
de escórias e migalhas que carregam meu peito
para o pasto, uma oferenda
notas roucas do meu violão se diluem
no silêncio que tu trazes em seu sereno
a água e fogo foi forjado seio moreno
das marcas sôfregas, lembranças afluem
vá adiante, saudosa estrela
de luz o horizonte da manhã se banha
dormes tão sutilmente que nem se estranha
mais tarde volto para vê-la.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Rusty anchor
she´s a girl like any other around
her feelings under a thick layer of thoughts
staring at the truth makes her feel
it shows up in her face.
embraced by all notes of that sound
desires, alcohol and many other layouts
once upon a time it was their will
was what she wanted to chase.
another day, another way to try again
new feelings under a thicker layer of thoughts
the same new truth makes her chill
wishing old jewels to fade.
fresh and pleasant, but never the same
her old rusty anchor has no whereabouts
does the old truth make her feel?
it keeps her hidden in the shade.
do you feel?
would you?
her feelings under a thick layer of thoughts
staring at the truth makes her feel
it shows up in her face.
embraced by all notes of that sound
desires, alcohol and many other layouts
once upon a time it was their will
was what she wanted to chase.
another day, another way to try again
new feelings under a thicker layer of thoughts
the same new truth makes her chill
wishing old jewels to fade.
fresh and pleasant, but never the same
her old rusty anchor has no whereabouts
does the old truth make her feel?
it keeps her hidden in the shade.
do you feel?
would you?
sábado, 27 de março de 2010
Erased
maybe it was just a mistake
or a sweet mirage over there
upside down it will shake
can't fake an atmosphere
everything we gonna reset
gonna fade soon therefore
all reasons not to be sad
I have seen this before
so hang on dear friend
the world is not over
hang on, dear friend
heavy to carry on.
maybe it was a bad choice
or another card from the sleeve
how words spoken by my voice
could make her suddenly leave
everything we gonna review
sadly bound to be forgotten
I don't want but I miss you
we know I am not taken
so hang on dear friend
the world is not over
hang on, dear friend
heavy to carry on.
time to clean out my fears
before crashing into this again
could use better my ears
listen more to what brings pain
so hang on dear friend
the world is not over
hang on, dear friend
heavy to carry on.
or a sweet mirage over there
upside down it will shake
can't fake an atmosphere
everything we gonna reset
gonna fade soon therefore
all reasons not to be sad
I have seen this before
so hang on dear friend
the world is not over
hang on, dear friend
heavy to carry on.
maybe it was a bad choice
or another card from the sleeve
how words spoken by my voice
could make her suddenly leave
everything we gonna review
sadly bound to be forgotten
I don't want but I miss you
we know I am not taken
so hang on dear friend
the world is not over
hang on, dear friend
heavy to carry on.
time to clean out my fears
before crashing into this again
could use better my ears
listen more to what brings pain
so hang on dear friend
the world is not over
hang on, dear friend
heavy to carry on.
sexta-feira, 26 de março de 2010
long gone shallow past
brand new pictures are around
making a heart more blank than ever
I always knew that day would come
her warmth belonging to someone else
powerless words are soulbound
can't get enough, can't stop the fever
what was done is done, maybe undone
bound to be alone, on my knees, nothing less.
caring less for me, sharing alcohol
with a dirty, heavy old glass
silent golden jack is all i've got
will not help in anyway now
holy time passing by and growing old
just losing power, feeling soulless
one more dirty glass, just one more shot
will set me free somehow.
bitter hands on a heavy mind
pushing thoughts out desperately
can't escape from truth and fate
bound to be alone, all alone and less.
set in fire, left behind
willing to reach the end quickly
can't forget her gorgeous shape
one last shot will set me gone to rest.
making a heart more blank than ever
I always knew that day would come
her warmth belonging to someone else
powerless words are soulbound
can't get enough, can't stop the fever
what was done is done, maybe undone
bound to be alone, on my knees, nothing less.
caring less for me, sharing alcohol
with a dirty, heavy old glass
silent golden jack is all i've got
will not help in anyway now
holy time passing by and growing old
just losing power, feeling soulless
one more dirty glass, just one more shot
will set me free somehow.
bitter hands on a heavy mind
pushing thoughts out desperately
can't escape from truth and fate
bound to be alone, all alone and less.
set in fire, left behind
willing to reach the end quickly
can't forget her gorgeous shape
one last shot will set me gone to rest.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Drown in alcohol
come, you and me in the dawn
sharing shiny secrets, sweet dreams
everything we cannot keep for long
soon all will be forgotten
for a moment, anguish is drown
in the woods and these sunbeams
could she hear the nice song
the murmurs of love mistaken
should I lie to me or can I believe
in the endless forever we break everyday?
forever will never be that easy
a lost chance will remain lost
for love I could try being a thief
someday, somehow, we will all stray
we're all selfishness and jealousy
nothing a pure heart can host
like you and me in the dusk
regreting what we'd like to have done
i know i will always be yours
as i know you will soon forget
I say goodbye, she pretends to be alright
we know we're broken
it will never be the same, again.
sharing shiny secrets, sweet dreams
everything we cannot keep for long
soon all will be forgotten
for a moment, anguish is drown
in the woods and these sunbeams
could she hear the nice song
the murmurs of love mistaken
should I lie to me or can I believe
in the endless forever we break everyday?
forever will never be that easy
a lost chance will remain lost
for love I could try being a thief
someday, somehow, we will all stray
we're all selfishness and jealousy
nothing a pure heart can host
like you and me in the dusk
regreting what we'd like to have done
i know i will always be yours
as i know you will soon forget
I say goodbye, she pretends to be alright
we know we're broken
it will never be the same, again.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Times like these
Chegou a hora, uma hora qualquer de um simples final de dia. 06 de Janeiro. Naquele dia, naquele horário, em algum canto desse imenso mundo alguém comemorava um aniversário; um novo bar abrira suas portas; o sol nascera do outro lado. Naquela rodoviária mal iluminada, lágrimas que há muito não davam o ar de suas graças escorriam sobre meu rosto marcado por noites de insônia, enquanto me despedia de alguém que é muito importante na minha vida - chegava ao fim mais uma das minhas tentativas de viver normalmente.
Por eras pensei em construir um muro em volta do coração. Ela veio, sutil e ao mesmo tempo confiante. Hesitei por alguns momentos, alguma esquiva verbal mal sucedida foi proferida. Me vi tentando não acreditar que naquela noite de Outubro, nossos lábios se encontrariam. Foi um momento mágico; o muro que outrora erguia-se pouco a pouco em volta do meu coração tornou-se como areia seca no vento.
Me senti um tanto inseguro por algumas semanas, pois não acreditava que alguém como eu, que tentava se livrar da vontade de ter uma companheira por pensar que nunca daria certo por motivos de qualquer natureza, pudesse fazê-la feliz. Aquela moça linda, imponente e culta, cabelos longos, voz inconfundível e olhos radiantes. Levei um bom tempo para assimilar que tive a capacidade de encontrá-la.
Hoje, mais do que nunca, sei o valor do tempo. Quando acreditamos que o amanhã virá ou que a eternidade existe, nos dispersamos e damos prioridade para prazeres mundanos, desperdiçando um tempo precioso demais e que poderia ser utilizado com sabedoria. Lembro-me de tê-la em casa, com pouco tempo para podermos ficar juntos e eu dizia "deixe-me terminar essa instance!". E lá se perdiam 30, 40 minutos ou até uma hora. O que resultava em uma hora a menos perto daquela moça, que perdia seu precioso tempo me esperando - somando duas horas desperdiçadas. Na minha ignorância, ficava cego e não enxergava tamanha beleza "miando" pela minha atenção. Foi como ter sede e não poder beber água. Pelo menos foi o resultado do que refleti sobre tudo isso, depois daquele 06 de Janeiro.
Hoje, tudo o que posso fazer é agradecer. Por tê-la em minha vida, pelo aprendizado, a chance de começar novamente. O lugar não é o mesmo, as pessoas, coisas, ares também. O que não muda é o simples fato de que eu vivi e com tudo isso aprendi a viver mais.
Por eras pensei em construir um muro em volta do coração. Ela veio, sutil e ao mesmo tempo confiante. Hesitei por alguns momentos, alguma esquiva verbal mal sucedida foi proferida. Me vi tentando não acreditar que naquela noite de Outubro, nossos lábios se encontrariam. Foi um momento mágico; o muro que outrora erguia-se pouco a pouco em volta do meu coração tornou-se como areia seca no vento.
Me senti um tanto inseguro por algumas semanas, pois não acreditava que alguém como eu, que tentava se livrar da vontade de ter uma companheira por pensar que nunca daria certo por motivos de qualquer natureza, pudesse fazê-la feliz. Aquela moça linda, imponente e culta, cabelos longos, voz inconfundível e olhos radiantes. Levei um bom tempo para assimilar que tive a capacidade de encontrá-la.
Hoje, mais do que nunca, sei o valor do tempo. Quando acreditamos que o amanhã virá ou que a eternidade existe, nos dispersamos e damos prioridade para prazeres mundanos, desperdiçando um tempo precioso demais e que poderia ser utilizado com sabedoria. Lembro-me de tê-la em casa, com pouco tempo para podermos ficar juntos e eu dizia "deixe-me terminar essa instance!". E lá se perdiam 30, 40 minutos ou até uma hora. O que resultava em uma hora a menos perto daquela moça, que perdia seu precioso tempo me esperando - somando duas horas desperdiçadas. Na minha ignorância, ficava cego e não enxergava tamanha beleza "miando" pela minha atenção. Foi como ter sede e não poder beber água. Pelo menos foi o resultado do que refleti sobre tudo isso, depois daquele 06 de Janeiro.
Hoje, tudo o que posso fazer é agradecer. Por tê-la em minha vida, pelo aprendizado, a chance de começar novamente. O lugar não é o mesmo, as pessoas, coisas, ares também. O que não muda é o simples fato de que eu vivi e com tudo isso aprendi a viver mais.
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