Zippo aceso. Vento cortante e gelado lá fora. Três da manhã. Jack Daniels e Lucky Strike. Euforia. Melancolia. Ressentido sentimental. Perseverança infundada.
Não tenho mais dezesseis anos; ainda assim, me vejo coberto por intermináveis dúvidas e vontades. Às vezes, o aprendizado que vem com o tempo se parece muito com um ciclo, onde a lição é a mesma mas o desafio é outro. Poucos têm paciência; alguns a conhecem. Praticá-la é o desafio.
Não corremos contra o tempo e milagre algum nos levará à eternidade carnal. De tudo que se possa imaginar e se possuir, o tempo é o bem mais valioso. Quando se trabalha por dinheiro, não é só esforço físico e mental que estamos oferecendo em troca. Oferecemos nosso bem mais valioso por simples notas de papel.
Muito tempo se perde ao tentarmos agir conforme a vontade alheia. Os pais, sábios tutores que carregam as marcas do tempo e experiência de vida, costumam exigir dos filhos a escolha do caminho certo. É imposta uma pressão psicológica que no começo parece inofensiva, mas pode dar um rumo totalmente diferente à vida do cidadão.
Todos somos livres por natureza. A escolha do que é certo ou errado é também uma liberdade de quem decide. Para cada ação existe uma reação. Os pais que protegem à todo custo os filhos dos efeitos desconhecidos de escolhas duvidosas renegam o direito de liberdade de escolha dos mesmos. Evitar prejuízo é necessário, mas aprender a lidar com reações é muito mais valioso que qualquer sucesso garantido. Frustrações tendem a permanecer com as pessoas por longos períodos. Porém, estas fazem parte do processo da vida e podem servir de exemplo para o próximo. Ainda assim, não deveriam ser desculpas para evitar que o próximo falhe. Quem não conhece a dor, a derrota e a liberdade própria, não saberá lidar com, quando se encontrar diante das mesmas. A vida é muito pra ser apenas uma data numa lápide.
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