quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Ás, dois e três
Apostar dinheiro, relógio, cigarros e isqueiros, carro, casa, calça e cueca e na pior das hipóteses, a própria mãe: o mundo dos jogos de azar chega a ser irônico. Existe um fator matemático que não é constante: a sorte. A de principiante vem por acaso, enquanto viciados dão a vida pela próxima carta, sucessivamente. Há quem considere o amor um jogo, praticado por pessoas ingênuas. Sendo assim, é fácil prever o que acontece quando se aposta a paixão e o amor em outra pessoa: independente de ser um jogo de azar, existem apenas dois cálculos: 50% de chance de ganho e (mais importante) 50% de perda. Se você já jogou, sabe como é decepcionante perder. Se ganhar também, quem garante que o prêmio não será posteriormente apostado? Se nunca jogou, não perde nada e não perderá, se estiver disposto a jogar sozinho. No jogo do amor, só vence quem aposta em si mesmo. Pra quem se ama, garanto 100% de sorte e prêmios interessantes o tempo todo. Blefe? Façam suas apostas...
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Untitled
"Cor de pêssego:
toco o corpo dela
quanto apego"
「桃色の
彼女の身体
なつかしい」
Esta é uma tentativa de fazer um "haiku" (ou haikai), um tipo de poesia de origem japonesa que valoriza a concisão e a objetividade. Ou seja, são os poemas mais curtos do mundo, segundo especialistas da área. Quanto às regras, não sigo, ou pelo menos não me preocupei quando escrevi este poema.
Neste, em especial, posso dizer que há erotismo, saudade, vontade, sonho ou qualquer sentimento/sensação em relação à mais bela obra viva deste mundo: o corpo das mulheres. É uma pequena homenagem minha à elas.
toco o corpo dela
quanto apego"
「桃色の
彼女の身体
なつかしい」
Esta é uma tentativa de fazer um "haiku" (ou haikai), um tipo de poesia de origem japonesa que valoriza a concisão e a objetividade. Ou seja, são os poemas mais curtos do mundo, segundo especialistas da área. Quanto às regras, não sigo, ou pelo menos não me preocupei quando escrevi este poema.
Neste, em especial, posso dizer que há erotismo, saudade, vontade, sonho ou qualquer sentimento/sensação em relação à mais bela obra viva deste mundo: o corpo das mulheres. É uma pequena homenagem minha à elas.
domingo, 8 de agosto de 2010
Brainwashing
Caros profissionais da área de propaganda e marketing: Não me levem a mal, mas estou aqui para expor algo medieval que vocês com certeza aplicam no seu trabalho.
Numa bela manhã ensolarada de domingo, liguei a TV depois de semanas sem tocar no controle remoto e me deparo com um novo comercial de certo carro de uma empresa alemã que há muito fabrica veículos em território nacional. Até aqui, totalmente normal, e não temos apenas esta companhia atuando no Brasil. O que me chamou a atenção foi uma nota de rodapé no decorrer do comercial, que denunciou no ato o tipo de público alvo: os jovens. Mas, que tipo de jovens?
Caros jovens da atualidade (ou futuros profissionais da nossa pátria): não tenho absolutamente nada contra a sua vontade de ser diferentes, emos ou gostarem de filmes e livros da tal saga "Crepúsculo". Nada mesmo. Mas o que utilizarei como argumento está bem nesta última opção.
De livros a filmes, as obras de Stephenie Meyer fazem muito sucesso entre os jovens e até certa parcela da população adulta na atualidade, que vou ignorar por enquanto. Não é difícil encontrar pessoas falando bem (ou mal também, gosto é gosto) dos livros ou dizendo que amaram o filme com o vampiro que passa gel de cabelo brilhante no rosto. Mas o fato é real, e Crepúsculo está na mente das pessoas, e isso dá brecha para os marketeiros se utilizarem de recursos do inconsciente humano.
A nota de rodapé do comercial da Volkswagen descrevia um recurso de segurança do automóvel como "sensor crepuscular". Caros leitores: qual é o objetivo de utilizar estas palavras para falar do "sensor de luminosidade", que aciona automaticamente os faróis quando o ambiente escurece? Será que é mais fácil entender crepúsculo do que saber o que é luminosidade?
Logo, acredito que a raça humana chegou a um nível em que a mercadoria já não deve ser comprada por consumidores pelo seu livre arbítrio, mas empurrada à eles através de lavagem cerebral, que é aplicada pelos manipuladores conforme a disponibilidade de contingente fácil de ser manipulado, resultando em lucro garantido através de trapaças. E isso não é necessariamente algo novo. Abusar dos menos favorecidos para subir ou permanecer no topo é costume medieval.
Numa bela manhã ensolarada de domingo, liguei a TV depois de semanas sem tocar no controle remoto e me deparo com um novo comercial de certo carro de uma empresa alemã que há muito fabrica veículos em território nacional. Até aqui, totalmente normal, e não temos apenas esta companhia atuando no Brasil. O que me chamou a atenção foi uma nota de rodapé no decorrer do comercial, que denunciou no ato o tipo de público alvo: os jovens. Mas, que tipo de jovens?
Caros jovens da atualidade (ou futuros profissionais da nossa pátria): não tenho absolutamente nada contra a sua vontade de ser diferentes, emos ou gostarem de filmes e livros da tal saga "Crepúsculo". Nada mesmo. Mas o que utilizarei como argumento está bem nesta última opção.
De livros a filmes, as obras de Stephenie Meyer fazem muito sucesso entre os jovens e até certa parcela da população adulta na atualidade, que vou ignorar por enquanto. Não é difícil encontrar pessoas falando bem (ou mal também, gosto é gosto) dos livros ou dizendo que amaram o filme com o vampiro que passa gel de cabelo brilhante no rosto. Mas o fato é real, e Crepúsculo está na mente das pessoas, e isso dá brecha para os marketeiros se utilizarem de recursos do inconsciente humano.
A nota de rodapé do comercial da Volkswagen descrevia um recurso de segurança do automóvel como "sensor crepuscular". Caros leitores: qual é o objetivo de utilizar estas palavras para falar do "sensor de luminosidade", que aciona automaticamente os faróis quando o ambiente escurece? Será que é mais fácil entender crepúsculo do que saber o que é luminosidade?
Logo, acredito que a raça humana chegou a um nível em que a mercadoria já não deve ser comprada por consumidores pelo seu livre arbítrio, mas empurrada à eles através de lavagem cerebral, que é aplicada pelos manipuladores conforme a disponibilidade de contingente fácil de ser manipulado, resultando em lucro garantido através de trapaças. E isso não é necessariamente algo novo. Abusar dos menos favorecidos para subir ou permanecer no topo é costume medieval.
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