domingo, 4 de abril de 2010

Sereno

Óh, risonha, branca e nua Lua
de luz me torna sóbria a noite vazia
desastrosa dúvida me responderia
minha companhia hoje é só tua

que faço, óh real lenda
dou ouvidos à loucura ou me faço desfeito
de escórias e migalhas que carregam meu peito
para o pasto, uma oferenda

notas roucas do meu violão se diluem
no silêncio que tu trazes em seu sereno
a água e fogo foi forjado seio moreno
das marcas sôfregas, lembranças afluem

vá adiante, saudosa estrela
de luz o horizonte da manhã se banha
dormes tão sutilmente que nem se estranha
mais tarde volto para vê-la.

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