domingo, 8 de maio de 2011

Parabéns, mamães do mundo afora

Dia das mães. Dia de agradecer àquela que nos deu a luz e nos ensinou o valor da vida. Data especial para quem tem e data para ser lembrada por quem já a perdeu ou mesmo não a conhece. Ou talvez seja uma data que não passa de simbolismo moderno. Mas, afinal, o que é ser mãe?

Ser mãe é um mistério (e sempre será) para os homens. Conceber e carregar um outro ser no ventre por algum tempo e vê-lo crescer ao longo dos anos é um presente que só mães conseguem entender o significado. Ser pai, por outro lado, não chega nem perto disso, pois homens são bem mais ausentes (em geral) no que se trata de criar filhos. Mas isso não quer dizer que não sabem fazê-lo... São apenas diferentes; pensam diferente, portanto, agem de formas diferentes.

Atualmente, segundo minhas observações, ser mãe é uma tarefa um tanto árdua, tanto para a família quanto para a humanidade em si. Por quê? Porque temos mais de 6 bilhões de seres humanos no mundo, fora aqueles que não são registrados. Sucessivas crises econômicas puseram salários de trabalhadoras em xeque, enquanto populações urbanas não param de crescer, o que eleva os efeitos do colapso. Somando a isso, há um grande problema assolando (mesmo que em termos abstratos) o mundo como um todo: a questão da segurança alimentar. Sim, 6 bilhões de bocas para alimentar (sabemos que isso não é homogêneo, vide caso de países africanos semi-dizimados pela fome). De onde virá tanto alimento quando atingirmos os 10 bilhões? É óbvio que, com a corrente concentração absurda de riqueza nos países industrializados, estes serão os que menos sofrerão, em termos econômicos, os efeitos do aumento previsível dos preços de alimentos. Quanto aos países em desenvolvimento, exportadores de alimentos? Estes tendem a piorar mais suas situações econômicas e desencadear conflitos decorrentes dessa previsão desagradável.

Como consequências, mais aumento na concentração de riquezas e o aumento do número de famintos serão inevitáveis se o progresso continuar da mesma forma no mundo. Há milhares de mulheres querendo emancipação, mas recebendo cada vez menos remuneração, algo muito necessário para se poder conceber herdeiros em meio urbano: seria possível conceber e criar um bebê dessa forma? Caso seja, não seria desumana a batalha pela sobrevivência, tanto de mãe como de filho?

É claro que há muita coisa a ser discutida nesse âmbito. Mas, a longo prazo, o que podemos prever é que trabalharemos mais por menos salário e pagaremos mais para poder apenas sobreviver. Um infortúnio para quem já é vivo, um futuro obscuro para quem está para vir e certamente uma ausência de futuro para aqueles que estão nos planos de mulheres que querem ser mães. Já há muita injustiça no mundo; talvez seria uma injustiça também gerar novos seres humanos "sobre a fogueira" do mundo atual.

O mundo é dos mais fortes. E hoje eu sei (por dedução) que para ser mãe, tem de ser muito forte. Quero acreditar que o mundo é (se não, será) delas e não daqueles que se deleitam e enriquecem às custas dos esforços dos menos favorecidos no cenário atual da humanidade.

Mesmo assim, Parabéns a todas as mamães desse mundo afora!

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