Perder amigos, parentes, namoros, dinheiro, imóveis e tudo aquilo que sempre queremos ter pra sempre. Acontece sempre com alguns, quase nunca com poucos, mas por serem processos naturais, acontece com todas as pessoas durante a vida e torna-se a causa de infelicidade, estresse e perda de tempo, com razões aparentemente impossíveis de superação. Mergulhar fundo na infelicidade oriunda destas também é uma perda (de capacidade pessoal de realização, de tempo e vida, etc), porém, poucos praticam ou sabem que existem passos simples para que a vida torne-se agradável antes que seja tarde demais.
Coloca-se tanto querer, amor em coisas e pessoas alheias e quando estas se vão, dor e tristeza toma conta das pessoas. Culpam-se, culpam os outros, choram como crianças que nada sabem da vida. E ficam em depressão por longos períodos, por ser cômodo, realizando (mesmo que inconscientemente) a auto-sabotagem. Estas são as opções que muitos escolhem na hora da dor, e é difícil oferecer auxílio, principalmente quando diálogos entre pacientes e voluntários limita-se ao questionamento da causa ou consequência da situação.
Sair do fundo do poço é uma tarefa muito árdua: para o infeliz, ninguém pode ajudar, nada faz sentido nem funciona. Em muitos casos, existe o receio de "seguir em frente", a vontade de voltar atrás ou o medo de repetir experiências traumatizantes. Assim como sexo, respiração e fome, é instinto humano entrar em estado de alerta após episódios desagradáveis. Porém, logicamente, instintos básicos por si só são fatores que limitam as capacidades (intelectuais e pessoais) dos seres humanos, além de causarem efeitos colaterais para pessoas ao redor. É fácil perceber que pessoas em depressão ou perdidas em confusão e dor fazem e dizem coisas que não poderiam (ou não gostariam) se estivessem de bem com a vida, perdendo (ou afastando) amigos, parentes, conhecidos, desconhecidos (ou qualquer outra espécie de relacionamento interpessoal) e/ou colegas de trabalho.
Existem soluções para quase toda a infinidade de eventos. No papel, talvez sejam coisas fáceis de abordar, mas não há como dizer que viver feliz é fácil. Ser bebê, mãe, pai, namorado(a), estudante, trabalhador, desempregado, vagabundo, homossexual, heterossexual, chefe, empregado, familiar: "ser" PARA os outros é desumano, doloroso. Mas "ser" você mesmo é muito possível. Viver em função das coisas e dos outros traz as consequências desastrosas que foram supracitadas. Viver de bem consigo mesmo é como ir para a escola: só aprende quem quer. A felicidade deve vir, antes de tudo, do interior da própria pessoa. Não se pode criar dependência de nenhuma natureza (não por muito tempo) nos pais, familiares, parceiros e objetos. A vida tem um começo e um fim, assim como objetos e relacionamentos. Isso não é pessimismo, basta olhar ao redor: quase sempre é possível ver e aprender com o que a vida nos oferece. A palavra "sempre" é um tanto incoerente, pois ninguém vive pra sempre e nem o universo existirá pra sempre. O "sempre" frequentemente acompanha promessas, que também frequentemente não são cumpridas, e promessas desfeitas ou não cumpridas são mais causas de más experiências. Moral da história: Aceitar que nada (nem a infelicidade) dura pra sempre é o primeiro passo pra ser feliz consigo mesmo. O segundo é ser grato pelas experiências ruins que a vida nos oferece, levando o aprendizado para não repetir depois o que foi ruim. Acredite: a pessoa que agradece por estar na merda é a mais sábia e feliz do mundo.
"La sonrisa es una línea curva que endereza muchas cosas..." - Autor desconhecido
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